domingo, 26 de julho de 2015

Coletivo Contemporâneo

Faz-se poucos de muitos.
Minhas contas são incertas,
Mas um erro é apenas um fortuito,
Essa minoria que interessa.

O acaso abrigando o imprevisto,
Absorvendo tanta essência ao perecer.
Perdeu-se quando esquecido,
A fama o fazia viver.

Morrera dentre os mortos.
Sua vida escorrera pelo ralo.
Por motivos dos quais não me importo,
Por razões das quais não falo.

A união fazendo o lucro,
Monopolizando o tabuleiro.
O jogo é podre e xucro,
Vai jogar ele inteiro?

Alan Viana de Morais

Meditação distraída

Alcancei meus próprios passos.
Iam longe de mim no espaço.
Não havia liga, nenhum laço.
Todos perdidos, vagos

Não poderia encontrá-los.
Na total falta de domínio,
Perdendo o raciocínio.
Todos eram descartados.

Mas eu gritei bem alto.
Um surto, um lampejo.
Inspirei fundo, calmo.
Aquietando o que há no peito

Eu pude ver, meus caros,
A voz sair em tom perfeito!
O ar vibrar em seu efeito,
Como se eu pudesse tocá-lo.

Alan Viana de Morais

Intensidade

Sobrepusera suas vontades,
Que outrora em defesa escondia,
Por tamanha estupidez na intensidade.
Mas sabia que um dia esta sairia.
E quando o seu redor conquistasse,
De súbito sua voz emanaria.
E qualquer silêncio que o encontrasse,
Já não mais os pouparia.
Não havia mais quem o calasse.
Confinado, ele apenas sobrevivia!
Agora vive, morre e nasce.
Absorve o teor de cada dia.

Alan Viana de Morais