Eis que percebo o que admiro.
Vejo dentre a penumbra, um lastro.
Rastro do propósito que desfiro,
retiro do meu ser qualquer atraso.
- É o caminho que eu prefiro -
Tortuoso a cada passo que traço,
desde que evolua em mérito atrevido!
Laço tal objetivo, que independa do fracasso.
Não mais me importa estes olhos erguidos,
em busca de algo tão nulo, tão raso!
Já teria eu sucumbido,
por compreender o que já fora visto,
e, por si só, ter se conformado.
Mundo Ímpar
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Oscilações
Segue uma leva de pensamentos,
sem nenhum anseio nas criações.
Apenas surgem, acumulam-se com o tempo.
Sem cobiça em suas intenções.
Frutos de outros momentos,
destes que cativam corações.
Entorpecem qualquer discernimento,
privam-lhe de quaisquer razões.
Oscilam tanto por meu contento!
Já não cabem mais em reflexões,
transbordam em forma de conhecimento.
Pois sempre é tarde para decepções.
Jamais haverá espaço ou tempo,
sequer partes ou proporções,
que o tomem por arrependimento,
que o fira por ilusões.
Alan Viana de Morais
sem nenhum anseio nas criações.
Apenas surgem, acumulam-se com o tempo.
Sem cobiça em suas intenções.
Frutos de outros momentos,
destes que cativam corações.
Entorpecem qualquer discernimento,
privam-lhe de quaisquer razões.
Oscilam tanto por meu contento!
Já não cabem mais em reflexões,
transbordam em forma de conhecimento.
Pois sempre é tarde para decepções.
Jamais haverá espaço ou tempo,
sequer partes ou proporções,
que o tomem por arrependimento,
que o fira por ilusões.
Alan Viana de Morais
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Ciclos
Estava andando a toa na orla,
Marcando meu tempo pela leva da onda.
Que quebrava na praia e ia embora.
Salgando sua areia de ponta a ponta.
Levou-se uma mar adentro.
A primeira que vejo por hora
E quando se vai escorrendo,
Arremete outra bem agora.
Já é a segunda que estou vendo,
Levou-se uma e outra nem demora.
Por cima da que já ia se escondendo,
Do mar vinha a terceira pra fora.
E toda a areia foi escurecendo,
Destoava da seca que lhe sobra.
Algumas rochas até perecendo,
Com capricho deixando formas.
Quando vi já acabava meu tempo,
Este sem cerimônia se esgota,
Era dia mas já vai anoitecendo,
E agora me levo e vou embora.
Alan Viana de Morais
Marcando meu tempo pela leva da onda.
Que quebrava na praia e ia embora.
Salgando sua areia de ponta a ponta.
Levou-se uma mar adentro.
A primeira que vejo por hora
E quando se vai escorrendo,
Arremete outra bem agora.
Já é a segunda que estou vendo,
Levou-se uma e outra nem demora.
Por cima da que já ia se escondendo,
Do mar vinha a terceira pra fora.
E toda a areia foi escurecendo,
Destoava da seca que lhe sobra.
Algumas rochas até perecendo,
Com capricho deixando formas.
Quando vi já acabava meu tempo,
Este sem cerimônia se esgota,
Era dia mas já vai anoitecendo,
E agora me levo e vou embora.
Alan Viana de Morais
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Direção
Aqui jaz meu sentido de norteio.
Perece figura abstrata, inanimada.
Sua existência fora mero sorteio,
Lido apenas o epílogo, mais nada.
Digam-me, para que ele veio?
São rumos em vidas rechaçadas,
No mais simples e puro devaneio,
De mentes tão deturpadas!
Há tantas realidades que não creio,
Serem sequer de minha alçada.
Mas não por repúdio ou receio,
Apenas por maior leveza na caminhada.
Iluda-se, pessoa, com teu rumo certeiro.
Suas pegadas já me parecem tão rasas!
Norteie-se por estes gestos derradeiros,
Por ter o fim a cada início que lhe passa.
Alan Viana de Morais
Perece figura abstrata, inanimada.
Sua existência fora mero sorteio,
Lido apenas o epílogo, mais nada.
Digam-me, para que ele veio?
São rumos em vidas rechaçadas,
No mais simples e puro devaneio,
De mentes tão deturpadas!
Há tantas realidades que não creio,
Serem sequer de minha alçada.
Mas não por repúdio ou receio,
Apenas por maior leveza na caminhada.
Iluda-se, pessoa, com teu rumo certeiro.
Suas pegadas já me parecem tão rasas!
Norteie-se por estes gestos derradeiros,
Por ter o fim a cada início que lhe passa.
Alan Viana de Morais
domingo, 26 de julho de 2015
Coletivo Contemporâneo
Faz-se poucos de muitos.
Minhas contas são incertas,
Mas um erro é apenas um fortuito,
Essa minoria que interessa.
O acaso abrigando o imprevisto,
Absorvendo tanta essência ao perecer.
Perdeu-se quando esquecido,
A fama o fazia viver.
Morrera dentre os mortos.
Sua vida escorrera pelo ralo.
Por motivos dos quais não me importo,
Por razões das quais não falo.
A união fazendo o lucro,
Monopolizando o tabuleiro.
O jogo é podre e xucro,
Vai jogar ele inteiro?
Alan Viana de Morais
Minhas contas são incertas,
Mas um erro é apenas um fortuito,
Essa minoria que interessa.
O acaso abrigando o imprevisto,
Absorvendo tanta essência ao perecer.
Perdeu-se quando esquecido,
A fama o fazia viver.
Morrera dentre os mortos.
Sua vida escorrera pelo ralo.
Por motivos dos quais não me importo,
Por razões das quais não falo.
A união fazendo o lucro,
Monopolizando o tabuleiro.
O jogo é podre e xucro,
Vai jogar ele inteiro?
Alan Viana de Morais
Meditação distraída
Alcancei meus próprios passos.
Iam longe de mim no espaço.
Não havia liga, nenhum laço.
Todos perdidos, vagos
Não poderia encontrá-los.
Na total falta de domínio,
Perdendo o raciocínio.
Todos eram descartados.
Mas eu gritei bem alto.
Um surto, um lampejo.
Inspirei fundo, calmo.
Aquietando o que há no peito
Eu pude ver, meus caros,
A voz sair em tom perfeito!
O ar vibrar em seu efeito,
Como se eu pudesse tocá-lo.
Alan Viana de Morais
Iam longe de mim no espaço.
Não havia liga, nenhum laço.
Todos perdidos, vagos
Não poderia encontrá-los.
Na total falta de domínio,
Perdendo o raciocínio.
Todos eram descartados.
Mas eu gritei bem alto.
Um surto, um lampejo.
Inspirei fundo, calmo.
Aquietando o que há no peito
Eu pude ver, meus caros,
A voz sair em tom perfeito!
O ar vibrar em seu efeito,
Como se eu pudesse tocá-lo.
Alan Viana de Morais
Intensidade
Sobrepusera suas vontades,
Que outrora em defesa escondia,
Por tamanha estupidez na intensidade.
Mas sabia que um dia esta sairia.
E quando o seu redor conquistasse,
De súbito sua voz emanaria.
E qualquer silêncio que o encontrasse,
Já não mais os pouparia.
Não havia mais quem o calasse.
Confinado, ele apenas sobrevivia!
Agora vive, morre e nasce.
Absorve o teor de cada dia.
Alan Viana de Morais
Que outrora em defesa escondia,
Por tamanha estupidez na intensidade.
Mas sabia que um dia esta sairia.
E quando o seu redor conquistasse,
De súbito sua voz emanaria.
E qualquer silêncio que o encontrasse,
Já não mais os pouparia.
Não havia mais quem o calasse.
Confinado, ele apenas sobrevivia!
Agora vive, morre e nasce.
Absorve o teor de cada dia.
Alan Viana de Morais
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