Aqui jaz meu sentido de norteio.
Perece figura abstrata, inanimada.
Sua existência fora mero sorteio,
Lido apenas o epílogo, mais nada.
Digam-me, para que ele veio?
São rumos em vidas rechaçadas,
No mais simples e puro devaneio,
De mentes tão deturpadas!
Há tantas realidades que não creio,
Serem sequer de minha alçada.
Mas não por repúdio ou receio,
Apenas por maior leveza na caminhada.
Iluda-se, pessoa, com teu rumo certeiro.
Suas pegadas já me parecem tão rasas!
Norteie-se por estes gestos derradeiros,
Por ter o fim a cada início que lhe passa.
Alan Viana de Morais
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